terça-feira, 27 de julho de 2010
Não adianta.
Se você nunca entende, não tem como eu ensinar. Se não entende os sinais, tão pouco vai entender o meu adeus. Se não percebe que 5 vezes seguidas não recupera o tempo perdido, não adianta nem começar. Se acha que um aspecto preenche todos, nunca vai conseguir preencher meu vazio. Se não sabe escrever, não adianta eu soletrar
Qual a fórmula?
Quando se tem 21, nos sentimos mais próximos aos 18 e tudo é uma possibilidade nova e uma oportunidade de aproveitar mais um pouco. Desemprego é mudança de ares até o próximo emprego. Dinheiro dos pais é obrigação. Fim de namoro é liberdade para sair. Férias são prolongadas por mais de mês. Um não é aprendizado. E o choro é para exorcizar e seguir em frente. Apenas quatro anos depois, começamos a nos sentir próximos aos 30 e tentamos agarrar todas as oportunidades como se fosse uma possibilidade única. O desemprego é falência mental e financeira. Dinheiro dos pais é um empréstimo que fere o bolso e o orgulho. Fim de namoro é um recomeço longo e dolorido para uma nova relação. Férias são vendidas em troca de dinheiro. Um não as vezes parece o fim. E o choro? O choro é desespero que deve ser contido para conseguir continuar caminhando. O que mudou tanto em quatro anos que as expectativas se tornaram tão deprimentes? Importa mesmo esse tal de registro que contêm a data em que nascemos? Como manter a inocência de acreditar que tudo pode melhorar um dia com o pé no chão para conquistar o que se deseja? Se alguém souber me avisa.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Fica sempre.
Como pode mudar assim tão de repente? Em questão de minutos o que era azul ficou cinza. Como assim, sem perceber, o sorriso ficou tão triste? Uma dor que eu não posso imaginar. Não aconteceu nada, nada comigo e com os meus, mas de ver o que já se passou na minha vida e pensar que pode ser muito pior se for com você, o que era alegria virou sofrimento profundo. Por favor. Jura, jura por tudo em que você acredita, jura que não vai embora.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
?
Enquanto o único choro que podia ser declarado estava velado, todos os outros disputavam para ver quem sangrava mais. Uma disputa tão grande, que não fez notar a falta de um abraço que o choro velado precisava. Por que ter que gritar a dor, se ela é única? Se lágrimas fossem sinônimo de apreço, atrizes mexicanas seriam as melhores mães, irmãs, tias, primas, avós e amigas do mundo. Na minha racionalização também se encontra o mesmo sentimento que suas lágrimas despejam e deixam ir embora.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Cadê sua voz?
O que acontece com a sua voz que não muda de tom nem em momentos como esse? O que acontece que o volume é sempre igual, mesmo quando eu estou gritando tão alto que não consigo te ouvir? O que acontece com ela que nunca fica embargada ? Por que ela não falta nunca? Me irrita essa voz de mesmo tom, mesmo volume, mesma emoção. Onde está o seu problema? é na sua voz ou no seu coração?
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Precisando
Eu preciso de algo novo e excitante. Qualquer coisa que eu não conheça, e não saiba onde e como vai terminar. Preciso de ser surpreendida, e que isso ocorra sem ter que dar explicações. Alguém que entenda o tempo de dizer sim e dizer não, e principalmente que não diga muito talvez. Preciso de uma nova aventura que possa durar pra vida inteira ou que dure o tempo de uma lembrança eterna. Alguém que faça rir e chorar, mas rir muito mais para esquecer a dor. Preciso de urgência e de menos intenção, o que eu preciso agora é de atitude, de um alguém que entenda que o que eu preciso é tudo o que eu quero pra ficar tudo bem.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Nem vem que não tem
Não existe inveja boa, nem amigo de segunda-feira. O que vale é a intenção por trás da atitude, e não tem telefone depois da meia noite. Não existe palavra voltada atrás sem consequência, nem amor vivido na prudência. O que conta é o que você diz sobre o que fez, e não têm não que seja talvez. Não existe de vez em quando, nem quase amor que é só pranto. O que é não é o que se deseja, o que é, é o que se fez para que seja.
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