segunda-feira, 19 de julho de 2010
Precisando
Eu preciso de algo novo e excitante. Qualquer coisa que eu não conheça, e não saiba onde e como vai terminar. Preciso de ser surpreendida, e que isso ocorra sem ter que dar explicações. Alguém que entenda o tempo de dizer sim e dizer não, e principalmente que não diga muito talvez. Preciso de uma nova aventura que possa durar pra vida inteira ou que dure o tempo de uma lembrança eterna. Alguém que faça rir e chorar, mas rir muito mais para esquecer a dor. Preciso de urgência e de menos intenção, o que eu preciso agora é de atitude, de um alguém que entenda que o que eu preciso é tudo o que eu quero pra ficar tudo bem.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Nem vem que não tem
Não existe inveja boa, nem amigo de segunda-feira. O que vale é a intenção por trás da atitude, e não tem telefone depois da meia noite. Não existe palavra voltada atrás sem consequência, nem amor vivido na prudência. O que conta é o que você diz sobre o que fez, e não têm não que seja talvez. Não existe de vez em quando, nem quase amor que é só pranto. O que é não é o que se deseja, o que é, é o que se fez para que seja.
Conversa amiga
Eu devia ter acordado ontem quando o texto veio inteiro a mente. Estava pronto. Era só escrever, mas eu preferi dormir. Preferi terminar o dia sorrindo, lembrando da conversa jogada fora, das sugestões de como ficar melhor, da sinceridade absoluta, da cerveja gelada no dia mais frio ainda. Fazia tempo que não conversava com uma amiga. Atualmente é jogar conversa fora. Ontem jogamos conversa dentro. Ela, a conversa, mesmo as coisas pequenas, tiveram um propósito, nada foi em vão, tudo saiu do raso e ganhou outra perspectiva. Conversa de amiga tem outro significado. Quando você pode falar sem julgamentos e entender que é só uma parte de um sentimento inteiro, não desvaloriza o total que se sente. Eu devia ter acordado ontem e hoje teria dois textos, mas não teria a lembrança exata de como é bom saber que tem a conversa amiga, mesmo quando ela fica distante por muito tempo.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Bar solidão!

Em qualquer lugar, quando menos espero ela parece. Vêm sem pedir licença, muitas vezes sorrateira, mas quase sempre avassaladora. Não dá chance pra me prevenir e não escolhe nenhum lugar. Não escolhe definição e motivo prévio. Qualquer oportunidade ela agarra pra se aconchegar. Fica horas, dias, meses, como visita indesejada que não quer ir embora nem com vassoura atrás da porta. Ela é sínica e tranparente. Me deixa ver e entender todas suas razões, mas não deixa uma brecha pra eu solucionar. Talvez seja apenas translúcida, e essa transparência é um sopro de ilusão para se agarrar. Muito inteligente ela faz caminhos antes não visitados e para escapar dela é bom ser gênio em labirinto. Mas me pegar aqui, enquanto a música toca, a moça me olha, o casal se beija, o garoto tenta, as luzes estão baixas, e a intenção nem é minha? No bar? No bar não! Me deixa! Espera chegar em casa de meia com chinelos. Adia um pouco essa visita. Eu juro que é só o tempo de chegar em casa, lá você pode morar, mas aqui me deixa viver um pouco e rir da felicidade alheia.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Tempos de amor líquido.
Em tempos de amor líquido, como esperar que sejam sólidas as promessas rotineiras? Palavra não significa mais compromisso assumido, é somente um monte de letras amontuadas que dão significados dúbios sujeitos a interpretações diversas. O ser livre é levado as últimas consequências e torna todas as relações líquidas. Elas podem escorrer do copo a qualquer momento, e na maioria das vez não entra boca a dentro satisfazendo a sede, é derrama no chão infértil de concreto duro. Não serve mais pra nada, vai evaporar com o calor e dissipar no meio de outras relações derramadas. Em tempos de amor líquido, sólido vale mais que ouro e é tão valorizado que acaba se perdendo no poder da escolha e torna-se líquido também.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Conforto e paz!
A diferença é uma quadra pra direita e uma pra esquerda. Da paz eu enxergo dentro do conforto, e do conforto eu enxergo a paz. Mas o conforto não tem paz. No conforto tem gritaria, tem batuque, tem bêbados ao longe no fim da noite, jogos sentados até o amanhecer, problemas sérios, problemas inventados, ruído da rotina, ruído de buzina, muito carro e moto pra perturbar. Na paz o conforto também parece paz, o jogo sentado parece intelectual, o bêbado parece um incomprendido a passear, não existe problemas e o barulho é só do mar. Nada saiu do lugar, tudo continua igual, do jeitinho que estava no conforto, mas a perspectiva é outra. Na paz tudo é paz, mesmo o que não se encontra nela. Que pena que a luz acaba no fim do dia e o conforto se faz necessário para enxergar a paz do outro lado da quadra.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
!!!
O que nos leva escolher um e não o outro? O que nos leva dizer sim e não? O que nos leva fazer coisas com arrependimentos instantâneos? O que nos leva a priorizar uma escolha e não a outra? O que nos leva fazer e não fazer? O que nos leva parar e seguir? Eu não sei a resposta pra nada. Sei que as vezes queria um e não o outro, queria não e sim pra depois, queria não ter arrependimento, mas não é assim. Então sigo fazendo certo e errado e torcendo e aprendendo pra errar menos.
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