quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Simples!

Cansei de gente que complica. Complica o amor, inventa dor, reclama o ócio, esbraveja o trabalho, dificulta as palavras, prioriza o desgosto e esquece o sabor.
Cansei de quem não facilita para ter o que dizer. Cria histórias cheias de desamores por não saber amar. Só aprendeu a chorar por que não sabe sorrir. Mais uma vez, eu repito, simples, quero pessoas simples, que saibam o valor da simplicidade e como ela é muito mais interessante e complexa.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Inebria

O cheiro das suas palavras me inebria e me faz enxergar a beleza dos seus pensamentos. Não existe nada mais belo do que os seus olhos quando fala sobre seus sonhos. Seu rosto se ilumina em canção e você é a figura mais linda do planeta quando me conta o que faz. é tanto amor que sai pela sua boca que só posso sentir amor quando te escuto. Quando te ouço quero sua boca falando mais e sem falar nada.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Se para o poeta as palavras estão além dos seus significados, se elas tem que se prestar a essa função, para os mortais, `as vezes, elas são somente aquilo que elas são. Não adianta complicar o que é simples.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Dodói.

Quando a gente se machuca é assim. A gente se dá o direito de se sentir triste, de ter preguiça, de não querer fazer nada. Quando alguém machuca a gente é assim. A gente chora, ouvi música no repeat e acha que não vai melhorar. Quando a gente machuca alguém é assim. A gente lamenta, se arrepende, injuria e diz que não vai mais machucar. Por que então, a gente sempre repete os mesmo erros que nos fizeram machucar, volta com as mesmas pessoas que nos machucaram e descarrega a dor em aqueles que se deixam machucar?

sábado, 18 de setembro de 2010

Seu gosto!

Seu gosto amargo se confunde com o meu café gelado. Eu deitado torço para o leiteiro chegar.
O pão ficou preto
A geleia azedou
A ideia passada,
omelete virou
Se o leite atrasa:
O pingado vem mais frio
O mingau já é tardio
O amor acabou.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Meio termo.



By Elisabete Ferreira

Estou tentando achar um meio termo entre as noites de mojitos e os chás da tarde. O problema é que o bicho pega nos sambas do meio dia. Nas cervejas geladas servidas com boa música e conversa agradável. O problema é que depois do samba o chá da tarde do dia seguinte fica amargo e serve para curar a voz que se acabou no dia anterior. O problema é que fico na dúvida eterna entre ser radical para moderar ou moderar sempre para não ter que ser radical nunca. O problema é que eu sempre resolvo os problemas desorganizado para organizar. Levei muito ao pé da letra e me perco quando tenho que organizar metade e deixar a outra metade para depois.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

outro lugar


Preciso olhar do alto para um lugar que vai chegar
Um lugar diferente que seja ainda mais belo do que visto de cima.
Um lugar novo que me dê outra perspectiva
Um lugar que crie expectativas e surpreenda
Um lugar que não seja o meu agora, mas pode virar meu depois.
Outro lugar qualquer.