sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Mora ao lado!
Eu gosto é de banho bem quente. De música que cola na mente. De chorar quando estou carente. Gosto de comer bastante. De andar sempre elegante. De ajudar o meu semelhante. Gosto de ser elogiada. De calça com a perna colada. De me sentir sempre amada. Gosto de novela mexicana. De cinema no fim de semana. De chorar e de fazer drama. Gosto de tudo que é muito. De amor inteiro. De brigar primeiro. De tiro certeiro. Gosto de falar inglês. De aprender francês. Do conhecimento todo de uma vez. Gosto de ter ciúme. De ser o seu costume. E que você se arrume. Gosto tudo e gosto muito. Por que nada eu quero pouco. Quero um amor bem louco e um louco de amor por mim.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Brincar de gangorra
Já brincou de gangorra? E de balanço? Tem também o trepa-trepa. Adorava brincar nos três. Nunca percebi que todos tem uma coisa em comum. Eles sobem e desce. A diferença é o tempo que cada um leva e a dependência de cada um em se brincar só ou acompanhado. Nunca percebi também que eu brincaria disso pra sempre. No trepa-trepa o tempo é todo seu. O seu esforço é o que determina quanto tempo você levará para chegar no último ferro do brinquedo e quanto tempo você levará para descer e brincar de outra coisa ou começar tudo de novo. O balanço você brinca só e decide quando parar, mas não consegue definir quando estará lá no alto ou bem perto do chão, mas de qualquer forma tem o conforto de saber que pode parar quando se cansar e dar um mergulho na piscina. Agora a gangorra. Era a que eu mais gostava e hoje em dia ela me persegue. Me faz gostar e odiar. Você nunca pode brincar sozinho, o que é muito legal por que você sempre tem com quem dividir. Dividir o esforço e o sobe e desce. Mas por outro lado, você é totalmente dependente do outro. Se o outro decide parar, você cai. Na gangorra a hora que você acha que vai estar em cima, o outro decide que é hora de você descer. Na gangorra os planos não servem de nada se não forem compartilhados. O que você decide sempre depende do outro ou de outro. De outro fator que invariavelmente você não pode controlar. Esse brinquedo nos faz entender que não adianta planejar muito e viver para os planos por que se alguém decide sair da gangorra o plano acaba.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Esqueci pra lembrar
Ás vezes nos esquecemos do que sempre acreditamos. Esquecemos de seguir nossos instintos, esquecemos de olhar, sorrir, cantar, dançar e depois dizer. Saímos julgando por que o outro julgou. Nessa hora nos esquecemos que estamos perdendo oportunidades. Talvez as melhores. Esquecemos que perdemos, pura e simplesmente perdemos. O bom é quando a vida dá conta do recado e nos faz lembrar. E se a oportunidade está lá, é hora de agarrar com força e curtir. Dançar, cantar, sorrir e dizer. Dizer o que quiser dizer. Por que? Por que agora se pode.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Voltando ao prumo!!!
Me vendaram os olhos com aqueles óculos de natação pintados de preto para brincadeira de tatear. Me deixaram no escuro. Me fizeram parar de lembrar. Me criaram uma nova forma de dizer. Me fizeram diferente. Me confundiram tudo. Me disseram que sim quando era não. Que não quando era sim. Disseram certo querendo dizer errado. Me fizeram tudo por que eu fiz tudo. Agora a tinta está desgastando e começo enxergar manchas. A luz começa a aparecer. A memória já não é objeto raro. As palavras voltam a ser velhas conhecidas. A diferença já são outras coisas. A confusão é minha mesma. O sim quer virar sim. O não agora é entendido. O certo e o errado continuam o mesmo, mas eu não quero fazer mais.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
O bom é que sejamos todos burros.
Estamos cansados de saber que não é bom pra "ninguém" o saber. Quando se sabe se indigna, quando se sabe se revolta, quando se sabe não se conforma. Mais o problema maior é quando se sabe. Quando se sabe, se contesta, quando se sabe protesta, quando se sabe briga. Isso não é bom. Quando é sentimento todo mundo sabe. Todo mundo sabe que é errado quando o negócio é com a família. Agora quando é dinheiro ninguém sabe. A gente acha que sabe. mas só sabe quando se tem dinheiro. E isso, quase ninguém tem. Todos sabem brigar, protestar e contestar o sentimento, mas ninguém sabe fazer isso com o dinheiro. Como exigir que façam o mesmo que fizeram quando era a família, se ninguém sabe essa história toda de dinheiro. Ninguém entendeu. E aí? O que acontece? Hoje, dia 14 de agosto de 2008, a família está presa, e deveria mesmo estar, mas o dinheiro está solto e ninguém sabe. E quem sabe, finge que não sabe.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
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